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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

. Como vc me dói vezenquando..

Eu dava um cavalo branco para ele, uma espada...
Dava um castelo e bruxas para ele matar...
Dava todas essas coisas e mais as que ele pedisse.
Fazia com a areia, com o sal, com as folhas dos coqueiros, com as cascas dos cocos..

Até com a minha carne eu construía um cavalo branco para aquele príncipe.
Mas, ele não soube.
Acho que ele não queria.

E eu não tive tempo de dizer que quando a gente precisa que alguém fique, a gente constrói qualquer coisa, até um castelo...

- Caio Fernando Abreu -




[Te quis bem
Todos os dias que sucederam agosto
E todos os dias que ameaçaram vir..]

.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

.:. Porque hoje é dia especial..




"Num deserto de almas também desertas, uma alma especial reconhece de imediato a outra."




[Ele me traz pequenas grandes alegrias.
Eu o amo.
Ele me ama.

Meu bem,
Quero te ver sempre feliz.
Sempre bem.
Estou aqui para o que der e vier, beibeeeeerr.


E digo mais..
Gosto dele pq posso,
não dou valor à qualquer troço!]

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

.. Bagunças de um sábado à noite.



As borboletas que habitam meu estômago dormem.
Prefiro assim..

Meus olhos se esquivam dos teus.
Mas eis que você passa, fazendo todas elas acordarem..
E me dá uma raiva de você!

As borboletas precisam de descanso e eu tento não acordá-las, sabia!?


Mas você bagunça tudo quando passa!
Até o vento desconsertado, deixa meu jardim bagunçado.
E as borboletas sempre despertam..
Batendo suas asas e fazendo doer agudo esse meu vácuo interior.
Eu sei que elas devem acordar..
Sei também que as cores do meu jardim precisam ser renovadas..

Mas não serão mais seus olhares nem acenos que farão tudo ressurgir e voltar a viver.. Isso não.


Pelo menos eu tento.


.. Sem conseguir.

[Os meus olhos vidram ao te ver
São dois fãs, um par.]

domingo, 15 de novembro de 2009

. E nem sequer era primavera ..





Lembro tão bem que, ainda que não tivesse sido ontem, continuaria sendo ontem na memória..

.. Embora eu quisesse que fosse o hoje e o amanhã.





[Domingo é dia de sonhar até mais tarde.
É dia cheio de vitalidade 
e vontade de abrir as janelas..
Mas por enquanto
Choro com a cabeça escondida no travesseiro..
E não compreendo.]

sábado, 14 de novembro de 2009

. Por que o Zen de repente escapa e se transforma em Sem?

.. Sem que se consiga controlar.




Às vezes ela resolve se desencantar, pensar que tudo era uma máscara colorida, ilusão e ponto!
Mas é tudo em vão.
Ela não consegue.

Sem diversões. Sem companhias.. (ou até mesmo com tudo isso).
Tanto faz: Ela continua sozinha. Muito sozinha..
Sente falta.. Saudade.
E ainda se pega pensando que estaria melhor na presença dele,
Imaginando pela enésima vez o que poderia ter sido..
O que poderiam ter vivido.. aprendido.. sentido.. sentido.. aprendido.. vivido..

Ela não quer lembrar, mas sempre esquece de esquecer.
E enquanto não lembra de esquecer, vai à janela do seu quarto, se desfaz em pedaços (que na verdade já estavam desfeitos desde a última conversa) e sai por aquelas grades.
Voa, pedacinho por pedacinho, fazendo grande esforço, até chegar à ele.

Todos seus pedaços lá e ela se deixa repousar em cima daquele corpo que já nem lembra mais do calor que tem o dela.
Ainda assim, ela se sente contente, enquanto cada pedaço seu vai se refazendo devagar.. bem devagar.
Nesse momento, ela tem ainda mais certeza que o corpo dele tem a medida exata do dela.

Ela o vê num sono tranquilo e pensa no que ele poderia estar sonhando.
Não há sequer resquícios seus naqueles sonhos.

Então ela se desfaz e volta pra casa..

De onde não deveria ter saído.

- Essa janela deve continuar fechada.



[Ela toma um banho, 
olha pelas janelas 
e passa o resto da noite pensando 
no que poderia ser.

Ele não lembra...

Ela lembra de não lembrar...]



.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

.: Desperdiçando o meu mel ..

.. Devagarzinho, flor em flor.

Vez em quando ela resolve ensaiar encontros e alegrias..

Forjar o fim das suas esperas.
Resolve pensar que o mundo voltou a ser colorido..
Mas ela acorda.
Acorda e vê que tudo continua como está: Vazio e cinza.
E a cama, que hoje deveria estar mais apertada, continua com o mesmo espaço de sempre..

Sentia uma profunda falta que ela não sabia o que era.. Sabia só que doía, doía.. Sem remédio.
E de tanta dor, ela começa a acreditar que não pode mais seguir com aquilo.
Aquele nó no peito, aquele coração tão ferido, tão dilacerado..
Ela não combina com cinza e sabe disso.
Então, que venha o colorido!

Quando puder, ela certamente renascerá.. Como a primavera, que se deixa cortar para renascer inteira e mais bonita, mesmo com as cicatrizes..

Então ele saberá que ela se feriu..


..Mas se curou.

. Maybe, Janis Joplin .




[Através da fotografia, vejo teus olhos de terra molhada..
É a única forma que tenho para tentar entender tudo o que aconteceu..
E não entendo.
Definitivamente, não entendo.]

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domingo, 8 de novembro de 2009

.: Parece cocaína..

..Mas é só tristeza.





Na verdade não estava triste,
Apenas não compreendia o que estava sentindo...
E sem querer entender de tristeza – mas entendendo o que sentia no fundo de si mesma – abraçou forte o travesseiro e dormiu.

Como quem deseja nunca mais acordar ...

.

Chorei três horas, depois dormi dois dias.
Parece incrível ainda estar vivo quando já não se acredita em mais nada.
Olhar, quando já não se acredita no que se vê.
E não sentir dor nem medo porque atingiram seu limite.
E não ter nada além deste amplo vazio
que poderei preencher como quiser ou deixá-lo assim,
sozinho em si mesmo,
completo, total.

- Caio F. -




[É só hoje e isso passa..
Só me deixe aqui quieto, isso passa!
Amanhã é outro dia, não é!?]

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segunda-feira, 2 de novembro de 2009

. Brotam espaços azuis quando eu penso..

.
"Nuvens, espaços azuis, pérolas no fundo do mar. Clack! Como se fosse verdade, um beijo."



Sabe, queria que meu pensamento tivesse mesmo essa força que ele, às vezes, demonstra ter..
E se ele tivesse?!?
Bem, se ele tivesse, eu certamente não estaria em casa, num feriado, pensando em como seria se o meu pensamento tivesse mesmo essa força..

Eu estaria usando dela e fazendo acontecer tudo que eu mais queria nesses últimos dias.. Uma presença.

E já seria o suficiente..

A noite teve trilha sonora: Futuros Amantes, do Chico..
Porque nada é pra já..


. Ahhh esses seus olhos cor de terra..
Me dá tanta saudade que
eu até posso sentir o cheiro deles..
E até hoje eu ainda não consegui 
descrever o que sinto
quando eles me vêm à memória .




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sábado, 31 de outubro de 2009

. Diálogo Interior ..

Ela : Eu preciso muito, muito de você.
Eu quero muito, muito você aqui de vez em quando.. Nem que seja muito de vez em quando.
Você nem precisa trazer maçãs nem perguntar se estou melhor.
Você não precisa trazer nada.. Só você mesmo.
Você nem precisa dizer alguma coisa no telefone.
Basta ligar e eu fico ouvindo o seu silêncio.
Juro como não peço mais que o seu silêncio do outro lado da linha ou do outro lado da porta ou do outro lado do muro..
Mas eu preciso muito, muito de você.

Ele: Tenho medo de te ferir, mas acho que precisamos 'falar seriamente'.
Desculpe, mas acho que sim, sem fantasia, sem comicidade.
Me pergunto sempre se você não teceu em volta de mim uma porção de coisas irreais - se você não está projetando em mim qualquer coisa como um príncipe encantado - esperando a minha volta como quem espera a salvação.

.

"Tenho medo de, dia após dia, cada vez mais não estar no que você vê.
E tanto tempo terá passado que tudo se tornará cotidiano e a minha ausência não terá nenhuma importância..
Serei apenas memória, alívio, enquanto agora sou uma planta carnívora exigindo a cada dia uma gota de sangue para manter-me viva.
Você rasga devagar seu pulso com as unhas para que eu possa beber.
Mas um dia será demasiado esforço, excessiva dor e você esquecerá como se esquecesse um compromisso sem muita importância.
Uma fruta mordida em silêncio no prato."




[Olhei para dentro de mim e só havia sangue.
Derramado, como nas cirandas.
Queria acordar, mas não era um sonho.]




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quarta-feira, 28 de outubro de 2009


. D o l o r i d o - C o l o r i d o .
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Eu queria te dizer uma porção de coisas de uma porção de noites, ou tardes, ou manhãs..
Não importa a cor.
É, a cor! O tempo é só uma questão de cor, não é?!
(...) Sabe, eu me perguntava até que ponto você era aquilo que eu via em você ou apenas aquilo que eu queria ver em você..
Eu queria saber até que ponto você não era apenas uma projeção daquilo que eu sentia e, se era assim, até quando eu conseguiria ver em você todas essas coisas que me fascinavam e que no fundo, sempre no fundo, talvez nem fossem suas, mas minhas..
E pensava que amar era só conseguir ver e desamar era não mais conseguir ver, entende?
(...) Por que você fica sempre (...) me fazendo suspeitar que você não passa mesmo duma simples avenca?
Eu preciso de muito silêncio e de muita concentração para dizer todas as coisas que eu tinha pra te dizer..
Olha, antes de você ir embora eu quero te dizer que ........ ... . . . . . . . . .
(Não houve tempo..)
Caio F. Abreu

[Será que é fácil pintar uma máscara colorida 
quando o que se tem são apenas tons cinzentos 
e um pincel desgastado???]
 
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